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Vou traduzir aqui uma passagem do livro do Harrington on Hold’em Vol. I, de uma conversa entre um novato e um profissional.
Novato: Posso lhe fazer uma pergunta sobre uma mão?
Profissional: Claro, vá em frente.
Novato: OK, obrigado. Então, eu estava segurando KQ naipado e há um call na minha frente...
Profissional: Em que posição você estava?
Novato: Ah... eu não lembro, eu acho que era o quinto a agir...
Profissional: Que posição estava o primeiro caller?
Novato: Eu acho que ele era o segundo... não espere, ele era o primeiro a falar... isso mesmo... não, talvez ele fosse o segundo... Bom, era algo por aí.
Profissional: Quantas fichas você tinha?
Novato: Nossa, muitas, talvez $4.000, $5.000.
Profissional: E qual eram os valores das blinds?
Novato: Ah, não muito, talvez $50/100, $100/200, alguma coisa do tipo. Mas enfim, eu paguei, e então um cara atrás de mim aumentou! E todos os outros correram, e eu não sabia o que fazer...
Profissional: Quantas fichas ele tinha?
Novato: Você diz o cara que aumentou? Eu não lembro... Quem consegue lembrar todas essas coisas? Ei, eu quero falar sobre a mão!
Para o iniciante, a mão dele era as cartas que ele estava segurando, e o que os jogadores antes e depois dele fizeram. Para o profissional, uma mão era muito mais do que aquilo. É toda uma situação, cheio de diferentes elementos, as quais têm que ser vistas como um todo antes de uma boa jogada ser feita.
Isso foi apenas uma introdução, mas fica aí pra ser refletida. Na próxima postagem vou trazer mãos (com vídeo, talvez), jogadas por mim ou até por profissionais.
Até a próxima!
Artigo traduzido por Bruno , membro da FPM
seu blog :http://www.monsterbeat.blogspot.com/
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